dados sobre desigualdade

Dados da desigualdade no Brasil e no Mundo mostram situação preocupante

Um cenário caótico que ameaça a humanidade

Você sabe como a desigualdade impacta a vida das pessoas?

Possivelmente imagina, mas agora vai ter certeza.

Diversos indicativos mostram como vivemos em uma sociedade na qual poucas pessoas têm muito dinheiro e muitas pessoas têm muito pouco ou quase nada. Inúmeros problemas surgem a partir dessa realidade desigual, incluindo a fome e a violência .

Confira os dados abaixo e entenda a importância de repensarmos e nossas atitudes e repensarmos modelos econômicos e uma melhor divisão de renda no mundo:

  • Em 2019 o Brasil bateu recorde de desigualdade de renda, superando o pico de 1989.
  • No Brasil, se uma pessoa ganha o equivalente a dois salários mínimos por mês (R$2090,00), já pode se considerar mais rica do que 59% da população. Caso receba apenas um salário mínimo (R$ 1045,00), terá uma renda superior a 30% da população. Sendo assim, alguém que fatura R$ 10.000,00 por mês, faz parte dos 7% mais ricos, tendo um salário superior a de 93% dos brasileiros.
  • Em 2019 o rendimento mensal domiciliar da parcela mais rica da população do nosso país foi 33 vezes maior que os valores recebidos pelos mais pobres. Dessa forma, os 10% mais ricos tiveram 107 bilhões de reais do montante total de 294 bilhões.
  • Desde 2015 os índices de pobreza do Brasil têm crescido. Em 2017, por exemplo, o número de pobres aumentou 33%, passando de 8,4% para 11,2% de brasileiros.
  • Não por acaso, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. A África do Sul lidera o ranking da desigualdade, que tem a Bélgica como país mais igualitário do ponto de vista econômico. Na América Latina o Brasil ocupa esse triste primeiro lugar com folga.
  • Índices mostram que a pandemia do coronavírus aumentou ainda mais a desigualdade mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, 44 milhões de pessoas perderam seus empregos entre abril e junho de 2020. No mesmo período, os cinco maiores bilionários norte-americanos aumentaram seus patrimônios em 26%.
  • A desigualdade étnica e racial também é um problema sério, especialmente nos Estados Unidos. Durante a pandemia, por exemplo, 17% dos estabelecimentos com donos brancos fechados, enquanto 41% dos estabelecimentos comandados por pessoas pretas não aguentaram a crise.
  • Da mesma forma, a desigualdade de gênero tem prejudicado muitas mulheres no mundo e, claro, no Brasil não é diferente. De acordo com a CNP, as mulheres ganham 72% de salário a menos do que homens no mercado formal. Além disso, enquanto elas possuem uma jornada de trabalho de 55 horas semanais, os homens trabalham 50 horas.
  • O patrimônio somado de todos os bilionários dos EUA é de mais de 3 trilhões de reais. Ou seja, maior do que todo o patrimônio dos 54 países do continente africano.
  • 1% da população mundial pode ser considerada bilionária. Esse 1% mais rico tem uma fortuna acumulada que equivale ao dobro da “riqueza” de quase 7 bilhões de pessoas juntas.
  • Segundo pesquisas do Fórum Econômico Mundial, seria possível gerar mais de 117 milhões de empregos se os governos tributassem 0,5% a mais da riqueza desse 1% mais rico pelos próximos 10 anos.
  • Os 22 homens mais ricos do mundo possuem muito mais dinheiro do que todas as mulheres da África juntas. E é bom lembrar que o continente é o segundo mais populoso do mundo.
  • 690 milhões de pessoas passaram fome no último ano, o que representa um aumento de 60 milhões nos últimos cinco anos. A triste tendência é que os números sejam ainda maiores após a pandemia.

Cada vez mais a desigualdade tem se tornado um problema de todos, então tente digerir os números acima e pensar como você pode tentar fazer com que a situação melhore para você e, principalmente, para os outros que mais precisam.

Fontes:

IBGE

World Inequality DataBase

World Economic Forum

Our World in Data

FGV

CNP

Oxfam

ONU

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